Trânsito

 

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Numa segunda-feira de manhã, em meio a centenas de carros parados no trânsito, é possível ver gente de todo tipo: o semblante frustrado da mãe que leva seus filhos na escola, mas que volta e meia se pega pensando em como seria sua vida se tivesse optado por seguir a carreira que sempre sonhou; a tensão do motorista iniciante com medo de causar algum acidente; o riso inconfundível daquele que está dando a primeira volta no carro que acabou de comprar, e que aproveita o trânsito parado para explorar melhor o espaço interno do veículo; o semblante pesado do executivo pai de família que só na semana passada perdeu três contratos devido à crise. Enfim, todo tipo de gente.

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“Somos todos Jack” – Uma reflexão sobre o filme “Room”

 

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Um filme que desperta emoções, fascina a alma e inunda a mente de sabedoria. De uma forma sensível e intensa somos transportados para dentro do personagem de Jack, um menino que nasce e passa os cinco primeiros anos de sua vida mantido dentro de um quarto-cativeiro com sua mãe que foi sequestrada, sem nunca sequer ter visto como é do lado de fora, a não ser pela velha televisão, que para o Jack nada mais é do que uma caixa mágica que contam histórias irreais (será que ele está errado?).

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Cegos pela Competitividade

 

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Quando eu era criança sempre me perguntava qual seria o motivo de tanta paixão que a maioria das pessoas tinha pelo esporte, aqui no Brasil mais comumente pelo futebol. Nos papos entre os homens, a pauta do esporte era quase unânime e prioritária. Sentia-me um peixe fora d’água (e ainda me sinto) quando não há diálogo mais interessante do que quem está em primeiro lugar na tabela do brasileirão.

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“Autarkeia” – O segredo do contentamento

 

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“Autarkeia” é uma palavra de origem grega que tem como um de seus significados o contentamento e independência em relação às circunstâncias da vida. Talvez este seja um dos valores mais esquecidos da nossa época, já que vivemos obsessivamente em busca de mais, onde nada é bom o suficiente que não possa melhorar.

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Somos eternos…

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Ah, a morte…

Um fenômeno inexoravelmente cercado de mitos que aterrorizam o imaginário coletivo desde os primórdios da humanidade. Muitos a consideram um ponto final na existência, o fim da linha, e que estamos todos fadados a cair nesse limbo. Outros preferem romantizar e encontrar algum sentido que os faça suportar este fato implacável. No entanto, ainda que ela repentinamente se apresente a nós e venha nos sugar o último sopro de vida, ainda assim, continuaremos existentes. Sim, nem a morte poderá roubar nossa existência.

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